Mas antes de apagar olhamos para trás, e como de costume passa um filminho na cabeça, vamos lembrando de todos os cômodos da casa, queremos deixar tudo em ordem pra dar tchau.
2016 . . . aquela visita que chega metendo os dois pés nas porta e fazendo bastante barulho. Ninguém dormiu nesse 2016 barulhento!
Sabe o eixo da terra? 2016 mexeu nele todinho! Que estrago!
Por fim, meu muito obrigada à todos que dedicaram um tempinho para ler minhas besteiras, afinal essas besteiras são um tanto importantes para mim!
Um 2017 com muita saúde e respeito!
Falo 2016!
Ah .. o último apaga a luz!
Insistente com todas as coisas que brilham os olhos e atiçam a lombriga da motivação
Ela é de gêmeos e tem um jeito adolescente que faz qualquer um enlouquecer. Tem corpo de 23, 20 na idade e 16 na cabeça, é uma criança brincando de ser gente grande. Por vezes para e olha ao seu redor, sem saber bem como chegou ali e o que deveria estar fazendo. Se preocupa com coisas que estão aquém da sua alçada, casais que deveriam estar juntos, com o mocinho do filme que foi injustiçado com o massacre dos ursos panda na China. Tem um amor incondicional por animais, principalmente se forem filhotes, sua queda por filhotes é do tamanho do Everest. Ela necessita de uma atenção especial por ser especial, sempre tenta ver as coisas com o seu lado racional, mas por vezes seu coração se sobrepõe, seu coração insiste em se meter onde não é chamado.
Odeia ficar sozinha, precisa estar em movimento, precisa estar acompanhada, seja por amigas, seja pela família, seja por um namorado. Quando ela fica sozinha ela pensa e quando ela pensa, ela se perde. Todas os seus dilemas vêm a cabeça, todos os problemas, todos os casos insolucionáveis de paixões mal resolvidas. Ela é possessiva e nem tentar fingir que não é, ela sente o cheiro de problema a quilômetros, não é uma pessoa que cria inamizades, mas não gosta muito de ex namoradas, ficantes e afins, ela não gosta muito de amigas em volta e curtidas no Instagram também, em resumo: ela não gosta muito dessa coisa de dividir atenção, deseja cada parte da atenção para ela.
Ela é inesperada, é submissa ao mesmo tempo que domina, ela manda e é mandada, ela não decide que papel empenha numa relação, por vezes é a dama em perigo, por vezes é a destemida Amazona que vai em busca do seu homem indefeso. Ela brinca e é séria, ela está sorrindo e dali dez minutos está chorando, não sabe expor suas mágoas, elas as guarda e processa internamente, busca entender o porquê das ações de todos ao seu redor e sempre chega à conclusão de que ela deve ser o problema, mas ela costuma ser solução.
Ela beija profundo, usa o seu coração em cada segundo do ato, ela é intensa e daqui a pouco volta a ser leve, ela te cativa nessas alternâncias, beija com força e depois só desliza os lábios pelos seus, só pra deixar aquele gostinho de quero mais, ela gosta que venham atrás dela, gosta de se sentir valorizada, não foi feita para correr atrás, foi feita para ser o motivo da disputa.
Ela é de gêmeos, mas se veste para festa quando vai jantar, é porque ela nunca sabe os rumos que a noite vai tomar. Ela decide em cima da hora, faz planos, ela é uma constante reviravolta. Ela é comunicativa e parece se encaixar bem em qualquer ambiente, faz amigos como eu faço textos – eu não paro de escrever – vive aceitando novas solicitações de amizade no Facebook e rejeitando gente estranha no Instagram. Ela atrai ao mesmo tempo que distrai, te faz esquecer do mundo porque ela passa a ser o teu.
Ela é de gêmeos, duas em uma. Sempre.
Autor: Bruno Amador
Desde muito pequena minha mãe me ensinou que pegar algo que não nos pertence é feio. Que querer algo que ela não pudesse comprar era normal, e foi assim que desde pequena me acostumei a ouvir não.
Hoje aos 22 anos, e algumas histórias no currículo, acordo todos os dias de manhã, mesmo se o sol não está batendo na janela, tô ali de pé, rosto limpo e disposta a encarar os desafios de um novo dia. Eu não quero nada do que não é meu, e o que ainda não é, pretendo conquistar, mas por mérito, não jogando baixo, não por força bruta.
Sabemos que não é fácil, que passamos por dificuldade, lutamos, mas levamos nossa vida a sério. Ela é uma só, ela não pode ser banal, ela não deve ser destruída por um marginal. É grande demais pra virar estatística, um número, mais uma vítima de roubo seguido de morte.
Esse fim de semana fui impactada por uma notícia dessas que "vemos aos montes" nos jornais todos os dias. Mas foi bem do meu lado, e meu coração apertou.
Um pai de família, trabalhador, esforçado, desse típico brasileiro que gosta de cerveja, churrasco e família reunida, sai de casa e não volta. Não volta porque alguém em algum lugar toma o que não é seu, como um carro, toma uma vida. E mais pedacinhos de várias outras.
Vivemos em um país violento, corrupto, com tudo que e básico defasado. Onde o ponto de ônibus é perigoso, onde bens materiais se esvaem pelos dedos, e gatilhos tiram vidas na mesma velocidade que enviamos uma mensagem.
Sabemos disso, sabemos que é recorrente, que não podemos reagir, que a morte é a única certeza que temos nessa coisa maluca que chamamos de vida.
Mas se tem uma coisa que NUNCA vou me conformar é com quem brinca de Deus e tira a vida do seu semelhante.
Pra mim, o crime jamais terá justificativa, e por favor, não me venha com histórias tristes de quem vive a margem da sociedade, e usa o crime como estratégia de sobrevivência. Não me venha com "coitadismos" ou com "eles não podem ser culpabilizados", e hoje eu também não quero saber de direitos humanos.
Pelo simples fato de que um dia minha mãe me disse, "o que não é seu, você não pode pegar. A vida não é fácil pra ninguém, acostume-se com o não".
Consciência e coração bom, não estão em vitrine nenhuma para vender.
Meu querido amigo, viver é puro marketing. Está na sua frente, é só abrir bem os olhos.
Já se tornou normal o tempo surreal que gastamos nos esforçando pra sermos "vistos", "percebidos" na rede.
Esse tempão que eu e você gastamos tentando (RE) afirmar algo para alguém que muitas vezes nem sabemos quem ou porquê, através de frases de "tumblrr", fotos com legendas reflexivas ou zoeiras sobre a Fátima e Bonner, e as tirinhas sobre o interminável fim de agosto é uma prática exercida há muito tempo.
O que antes estava associado apenas ao estilo de roupa, tatuagens, aos lugares frequentados, hoje tem um amplificador natural.
A teoreweb tá aí, sem limites, e sem "barreiras" para eu e você expressarmos o que quisermos, saciando nossa necessidade natural de ser eloquente. É como se pudéssemos aumentar o volume da nossa voz toda vez que falamos algo interessante (ou não) enquanto conversamos no bar, dando a possibilidade para quem não está junto, interagir também. Não é sensacional?
Não construímos a roda, mas a adaptamos muito bem!
Essa coisa maluca faz parte da construção da nossa imagem.
Do lado psicológico da coisa, pouco posso garantir, mas se permitem fazer uma analogia mercadológica, estamos sempre buscando aceitação dos nosso clientes, queremos que venham até as nossas páginas, e que voltem sempre, queremos fideliza-los. Buscamos embaixadores para nossa marca pessoal usando um contato infinito.
Fazemos isso o tempo todo, felizes ou tristes sempre estamos na rede interagindo, RE(afirmando), julgando, concordando ou discordando, criando polêmicas ou amando tudo que brota nas timelines da vida. Dessa forma você saí da rede e vai pra roda, ou vira print na mão da galera, aumentando sua participação nas conversas alheias, menções positivas - ou negativas, afinal tudo é uma questão de posicionamento. Qual é sua estratégia pra aumentar a participação nesse mercado?
Não vou afirmar que estamos na era de "Você é o que você posta", porque somos muito mais do que um 140 caracteres, muito mais do memes, snaps, bem mais que um blog (apesar que os blogs já tiveram dias melhores).
Mas sabemos que todos temos objetivo, estratégia e tática, dentro de sentimentos, ego e necessidades pessoais, mesmo sendo você um "lover" ou um "hatter" de qualquer coisa, às vezes simplesmente não podemos negar. Querer fazer parte, ser aceito está dentro de todos nós, em um lugar que não podemos controlar.
Por isso desejo a todos um bom trabalho, e a certeza de que se posicionar nunca será uma tarefa simples.
Já fazia um tempo que não passava por aqui, e esse tempo que passou foi o suficiente para que eu pudesse perceber que tinha esquecido grande parte das linhas já escritas, mas algo me fez voltar. Que saudade eu estava daqui!
Sem querer deixei a rotina engolir um dos melhores prazeres que já pude ter, o que de longe mais gostava de fazer.
A loucura diária tem um pouco de culpa nisso, acho também que o tempo pode ter também sua parcela, crescer nos ocupa demais.
Que grande besteira deixar qualquer coisa me afastar aqui, por um tempo esquecer que essas palavras traduzem o que a alma sente, subjetivo ou não colocar no papel alivia toda e qualquer angústia.
Que bobagem esquecer que posso criar histórias transparentes, com muita luz e pouca inspiração.
Que tolice perder a minha parte mais expressiva, a menos limitada, onde o medo não existe.
Esquecer daqui, bem daqui onde qualquer música me permite desenhar um cenário ideal, um mundo particular.
Palavras e imaginação, a maior força que puderam criar, onde escrevemos problemas e suas soluções, somente com um vai e vem das mãos.
Formular as mais belas frases, daquelas que te levam ao céu em um segundo, e te jogam no chão na seguinte.
Cria esperanças, faz o amor aparecer e qualquer coisa parecer amor.
Com os celulares nas mãos vemos as letrinhas fazerem quem as lê chorar de rir, e rir depois de tanto chorar, em um mundo como o nosso, as letrinhas são a conexão para qualquer sensação.
Foi através delas que descobri meu primeiro amor e desejei as mais sinceras desculpas.
Reparando em um ou outro por aí, descrevi tudo de um jeito singular, que delícia e alivia.
Que grande tolice esquecer das letrinhas, e que saudade que eu tava daqui!
Acessibilidade
Não é de hoje que sabemos que as as pessoas que vivem na periferia passam despercebidas pelos governantes.
As classes do " calma que a gente dá um jeito" ou "sempre cabe mais um" e também do "vamos reclamar pra quem", aprendeu a não depender de quem deveria ajudar, e se vira bem, obrigada.
E por isso estamos mais do que acostumados a ouvir coisas como: "Ih, pobre está acostumado a passar aperto no ônibus. Horas na fila do hospital público? Eles tinham de letra!
Menos escolas nos bairros carentes? O que tem de mau, eles vão de ônibus ué! Crise hídrica? Vamos racionar na periferia!
Sabe que por mais maquiada que seja, a verdade é essa, e estamos sempre tão ocupados com o próprio umbigo que deixamos esses pequenos problemas do dia a dia passarem quase despercebidos, porque percebemos, mas achamos "normal".
É direito garantido, transporte à todos, saúde, educação e que seja no mínimo acessível, mas infelizmente a questão acessibilidade também passa despercebida quando voltamos para periferia. Porque a regra implícita é apenas sobreviver, precisa aprender a se virar, cadeirante entra no transporte carregado por falta de estrutura e voltamos a ouvir: "É, tem que dar um jeitinho".
O mais patético é ver que essa distorção e falta de acessibilidade é regional, é apenas uma questão de imagem, por que quem enxerga a periferia?
O problema maior nisso tudo é que é no jeitinho que a exceção vira regra, não se faz barulho, e pra quem é grande o silêncio não incomoda!
Andei pensando .. que engraçado é esse tal de amor verdadeiro, me faz ter certeza de que quem disse nos acostumamos muito fácil as coisas boas.
Há uma graça inexplicável em momentos ditos como inexpressivos, uma beleza que só se vê em par, e uma paz no coração, feito ninho, certeza de ter um lugar pra voltar.
Fácil confundir se nunca sentiu de verdade, confuso .. Mas quando realmente se sente, ah quando se sente .. Nem que seja uma única vez, tem a certeza de que será único na vida, simples assim, e sem precisar detalhar! Então, não se esqueça!
- Não faça para os outros, o que não quer que façam para você.
- Seja agradável, e tenha um bom hálito.
- Seja limpo!
- Procure ser organizado.
- JAMAIS dê bronca em alguém na frente de ninguém, nem mesmo de uma mosca. Há uma grande diferença entre puxão de orelha e humilhação.
- Respeite a opinião alheia.
- Não durma no banheiro no horário do almoço (lembre-se que há apenas dois).
- Quando for limpo, não esqueça dos ouvidos.
- Você nunca está sozinho, não esqueça mesmo de ser agradável.
- Pessoas são difíceis, seja paciente!
- Seus chefes não são seus pais, e seus colegas não são seus irmãos (não passarão a mão na sua cabeça, muito menos farão seu trabalho por você, então não coloque a culpa neles).
Ass: A Direção
Obrigada por me deixar te escolher, por ser quem você é, e por me aceitar do jeito que sou.
Obrigada por querer meu bem a todo custo, e pela paciência em tentar me mostrar isso.
Obrigada por aparecer no meu caminho, por não me dar moral, por não me oferecer cerveja, por me dar oi de longe e por responder minhas mensagens da Bahia. Por mandar sms depois dos encontros no metrô falando que o nosso abraço encaixava, e por gostar tanto da minha simplicidade. Com certeza, tudo seria diferente se não fosse assim.
Obrigada por me aceitar careta e cheia de sonhos, e dividir suas caretices e sonhos comigo.
Obrigada por me mostrar tanta coisa boa, e por ter essa ânsia de querer me mostrar ainda mais.
Obrigada por ser uma magrelo mais sexy, e o chato mais legal de todos! Por ser tão palhaço e tão carinhoso, e me fazer ser uma pessoa melhor, e ter o dom de fazer com que eu queira que o próximo final de semana chegue logo, todos as noites de domingo! Obrigada por ser meu!
Gentileza, gera gentileza!
Por que o assunto parou quando eu cheguei ?
Tarde cinzenta de quarta-feira, mais uma entrevista, talvez a centésima no mês, alguns livros de inglês espalhados na mesa da cozinha na tentativa de melhorar xucro e quase indecente que restou das minhas aulas de uns anos atrás. . comendo APENAS um bife e saladinha na pra recuperar os 61 quilinhos que me abondaram junto com o carnaval.
Foi quando um zum zum zum veio da sala, algumas amigas da minha irmã, a TV meio alta, e eu nem lembrava que passava Clipe e Letra ao meio dia. Era um papo que as risadas descompromissadas só me deixavam ouvir sobre banda, cabelo e meninos, meninos, coreografias e bandas, garotas chatas, música e meninos . . tinha algo também sobre facebook, é falavam bastante sobre facebook, instagram, likes . . . risadas e meninos.
Dei risada sozinha, e acabei sendo tomada por uma sensação estranha, pensei que não muito além da minha calça rasgada e do único tênis de skate que tive na vida (mesmo estando apenas no fim dos meus dezenove anos) vai a minha juventude. Não muito além do meu aplicativo de imagens que carinhosamente apelidei de "imagens tops" ( e isso não tem nada absolutamente nada a vê com criatividade) e das minhas unhas cor-de-rosa choque, nada muito além disso vai a minha juventude.
E que é assim, em um dia comum você percebe que a tão desejada "juventude" mudou de definição pra você, porque são acrescentados cerveja e papo adulto livre a todas aquelas risadas descompromissadas . . .
